quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A EJA ao longo da vida, será?

Segundo a V CONFITEA realizada em Hamburgo na Alemanha em 1997, a EJA deve ser pensada como uma educação ao longo da vida. Contudo, no Brasil, a EJA ainda está ligada a alfabetização das pessoas que por qualquer motivo não frequentaram a escola em período considerado regular ou dela se evadiram. É interessante notar também, que na pós alfabetização, temos uma forte influência da educação à distancia, que se materializa nas telessalas, no âmbito da educação básica. Para além disso, não temos nenhuma ação do poder público com essa modalidade de ensino, que nesse caso é assumida pelos privatistas, em cursos muitas vezes de carater duvidoso. Nesse sentido, temos um acordo internacional assinado pelo Brasil e uma legislação que aponta para a educação por toda a vida, contudo na prática não tivemos ainda a concretização de tal princípio.Por outro lado, também não tivemos ainda no Brasil, a concretização de pesquisas científicas que investiguem esse processo de educação ao longo da vida. A maioria das pesquisas limitam-se a alfabetização ou pós alfabetização.
Com isso, creio que seria interessante, para um país que negou historicamente o acesso as pessoas com mais idade na escola, começar a pensar no processo de educação ao longo da vida, como um dever do poder público, para sairmos desse abismo socio-cultural presente no país.

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