quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Formação de professores parte II

De acordo com a LDB a Educação de jovens e adultos é parte integrante da Educação Básica, portanto deve ser encarada com o mesmo compromisso presente no ensino fundamental. No entanto a realidade da educação brasileira evidencia as dificuldades encontradas para aplicação da lei, uma vez que poucos são os cursos que oferecem habilitações ou inserem disciplinas para tratarem sobre o ensino de jovens e adultos. Além da falta de profissionais habilitados para trabalhar com adultos, podemos destacar a falta de recursos didáticos e sobretudo de estratégicas direcionadas a esse público especifico. Os professores que trabalham na EJA, em quase sua totalidade, não estão preparados para o campo especifico de sua atuação. Em geral, são professores leigos pertencentes ao próprio corpo docente do ensino regular. Desta forma pensar sobre a formação dos professores na EJA é de suma importância considerando que a partir do momento que tivermos mais professores habilitados para a escolarização de jovens e adultos mais chance a escola terá de participar de processos de mudanças. Vale destacar que não podemos oferecer aos adultos o mesmo ensino que oferecmos às crianças, com simples reprodução desta escola em período noturno ou simples adaptação formal desta escola. E claro concordo plenamente que essa tarefa apesar de parecer simples, é bastante complexa, pois exige uma completa revisão das práticas escolares desenvolvidas até o momento. .......... Rosilaine 23/08/2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Formação dos professores em EJA

Atualmente uma das grandes dificuldades na EJA é a falta de um professor que tenha uma formação inicial e continuada específica para essa modalidade de ensino. Tal assunto é de extrema importância para a busca de uma melhor qualidade no desenvolvimento da EJA. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA, apesar de reconhecer a importancia e a necessidade dessa formação, não aprofunda a questão, referenciando a EJA como interligadas ao ensino fundamental e ao ensino médio pela via do currículo. Mas a pergunta que fica é que, se o currículo é o mesmo dos níveis de ensino supracitados, como ofertar uma formação especifica inicial para os professores da EJA? Apesar da comunidade acadêmica diretamente envolvida com a EJA não ter chegado à um acordo de como deve ser essa formação, podemos destacar  um ponto que é considerado essencial, ou seja, a sensibilidade do professor para o desenvolvimento das aulas. Assim, o professor deve ser capaz de ouvir os seus educandos, levando em consideração as suas experiências de vida, adaptando os conteúdos as diversas realidades presentes na sala de aula, tendo no processo de ensino/aprendizagem uma via de mão dupla, onde tanto o professor, quanto o aluno se tornem sujeitos ativos do processo, estando em constante aprendizado. Tal tarefa apesar de parecer simples, é bastante complexa, pois exige uma completa revisão das práticas escolares desenvolvidas atualmente. Com isso, apesar dos conteúdos necessários para uma formação inicial ainda estarem sendo discutidos e formulados, acreditamos que tal processo é um dos caminhos necessários para a concretização da EJA como uma modalidade de ensino com especificidades próprias.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A EJA ao longo da vida, será?

Segundo a V CONFITEA realizada em Hamburgo na Alemanha em 1997, a EJA deve ser pensada como uma educação ao longo da vida. Contudo, no Brasil, a EJA ainda está ligada a alfabetização das pessoas que por qualquer motivo não frequentaram a escola em período considerado regular ou dela se evadiram. É interessante notar também, que na pós alfabetização, temos uma forte influência da educação à distancia, que se materializa nas telessalas, no âmbito da educação básica. Para além disso, não temos nenhuma ação do poder público com essa modalidade de ensino, que nesse caso é assumida pelos privatistas, em cursos muitas vezes de carater duvidoso. Nesse sentido, temos um acordo internacional assinado pelo Brasil e uma legislação que aponta para a educação por toda a vida, contudo na prática não tivemos ainda a concretização de tal princípio.Por outro lado, também não tivemos ainda no Brasil, a concretização de pesquisas científicas que investiguem esse processo de educação ao longo da vida. A maioria das pesquisas limitam-se a alfabetização ou pós alfabetização.
Com isso, creio que seria interessante, para um país que negou historicamente o acesso as pessoas com mais idade na escola, começar a pensar no processo de educação ao longo da vida, como um dever do poder público, para sairmos desse abismo socio-cultural presente no país.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Obrigatoriedade da EJA

A obrigatoriedade da EJA é um dos temas polêmicos que cercam essa modalidade de ensino.Para alguns, a EJA não deve ser obrigatória, mediante ao fato do analfabetismo ser um problema passageiro de fácil solução. Alías para as pessoas que defendem essa posição, o problema do analfabetismo para ser resolvido depende de ações exclusivas apenas na educação básica regular, que nesse caso "resolveria o problema na fonte", enquanto isso o indice de analfabetismo iria também sendo diminuido pela morte dos analfabetos de maior idade. Por outro lado, as pessoas que defedem a obrigatoriedade, interliga a EJA não apenas com o problema do analfabetismo e sim a uma concepção de educação ao longo da vida, sendo que a alfabetização é parte integrante, e não exclusiva, dessa concepção, que envolve outros processos formais e não formais. Mas aqui temos uma grande problema, ou seja, será que a EJA deve imputada apenas ao Estado; ou apenas aos alunos; ou aos dois? Nesse sentido, vale a pena consultar as pessoas para um debate. E qual será a sua opinião?

Direito Público Subjetivo:

O direito público subjetivo, segundo Bobbio (2004) é um dos preceitos legais que caracterizam o Estado de direitos. Tal direito foi trazido pela Constituição de 1988 e apesar disso ainda é pouco discutido na área educacional. Atualmente a Constituição não traz uma referencia clara desse direito na EJA, por conta da Emenda Contitucional 59/09. Contudo a LDBEN contempla tal direito, determinando em seu artigo n 5, o direito público subjetivo como parte integrante do ensino fundamental e consequentemente da EJA.
Segundo Duarte (2004, p.113):

[...] o direito público subjetivo confere ao indivíduo a possibilidade de transformar a norma geral e abstrata contida num determinado ordenamento jurídico em algo que possua como próprio. A maneira de fazê-lo é acionando as normas jurídicas (direito objetivo) e transformando-as em seu direito (direito subjetivo).

Tendo em vista tal caracterização, a falta de oferta do ensino fundamental, independente da idade pelo Estado ou sua oferta irregular, pode ser pleiteada judicialmente por qualquer pessoa que se sentir lesionada. Nesse sentido, o poder público é obrigado a ofertar a vaga, caso o aluno deseje voltar a estudar e não tenha escola.
Mas vale reiterar que se entre o professorado esse direito é desconhecido, quem dirá entre os alunos que necessitam frequentar essa modalidade de ensino. O que fazer nesse caso?

Referências:

BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Nova ed. 9º reimp. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 212 p.

DUARTE, Clarice Seixas. Direito público subjetivo e políticas educacionais. In: São Paulo em Perspectiva, São Paulo v.18, n. 2, p. 113-118, abr./jun. 2004.

O problema do analfabetismo em Marília, SP

Segundos dados do Censo realizado pelo IBGE no ano de 2000, o município de Marília, SP possui atualmente uma estimativa de mais de 30 mil pessoas analfabetas, para uma população de 220 mil habitantes. Nesse sentido temos atualmente 13,6% dos cidadãos marilienses que não dominam os requisitos mínimos de leitura e escrita, não podendo exercer por completo a sua cidadania.
Um dos maiores problemas enfrentados atualmente pelo poder público municipal é como  fazer com que esses alunos voltem a frequentar essa modalidade de ensino, o que realmente não é uma tarefa muito fácil, que exige maior sistematização das propostas oriundas dos gestores do poder público municipal de carater oficial.

domingo, 15 de agosto de 2010

Encontros do PEJA Marília

O PEJA Marília, iniciou as suas atividades no município no ano de 2000, tendo uma história significativa no desenvolvimento da EJA no município. Apesar de não ser o objetivo principal do projeto, o PEJA contribuiu e está contribuindo para a redução do indice de analfabetismo e principalmente, para que o poder público de carater oficial assuma a sua responsabilidade para o provimento dessa modalidade de ensino. Com isso, indicamos abaixo os links dos eventos de carater científico realizado pelo PEJA na UNESP - Faculdade de Filosofia e Ciências, campus de Marília, SP, que desde o ano de 2003 vem discutindo temáticas que envolvem a EJA.

I - Encontro de Arte e Cultura do PEJA: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=1123&CodigoOpcao=1123 

II - Encontro do PEJA: Saberes e Práticas Pedagógicas no Contexto de EJA: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=1004&CodigoOpcao=1004 

III - Encontro do PEJA: Produção de Conhecimento e Pesquisa em EJA e I Seminário Regional de EJA: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=801&CodigoOpcao=801

IV - Encontro do PEJA e II Seminário Regional de EJA: (Re)Leituras de Paulo Freire: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=483&CodigoOpcao=483


V - Encontro do PEJA e III Seminário Regional de EJA: Perspectivas teórico-metodológicas em EJA: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=1249&CodigoOpcao=1249


VI - Encontro do PEJA e IV Seminário Regional de EJA: Prática de Leitura e Escrita em EJA: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=3029&CodigoOpcao=3029


VII - Encontro do PEJA e V Semninário Regional de EJA: Memórias e história de vida - interfaces com a aprendizagem: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=4291&CodigoOpcao=4291

Ditadura Militar

Sensibilizados com a luta a favor da abertura dos documentos que envolvem as atrocidades cometidas na ditadura militar indicamos abaixo os links de uma reportagem publicada por Paula Sacchetta na Revista Carta Capital, durante toda a semana. Dividida em quatro partes, essa importante reportagem conta epsídios de quem sofreu com a violência praticada na ditadura e realiza algumas reflexões pertinentes ao assunto, que é de maior importância para o desenvolvimento democrático do Brasil.
http://www.cartacapital.com.br/politica/a-margem-do-rio-dos-mortos-parte-1
http://www.cartacapital.com.br/politica/a-margem-do-rio-dos-mortos-%E2%80%93-parte-2
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/a-margem-do-rio-dos-mortos-parte-3
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/a-margem-do-rio-dos-mortos-parte-4

sábado, 14 de agosto de 2010

Curriculo da EJA

Um dos grandes problemas enfrentados pela EJA atualmente se refere ao currículo. Pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA, essa modalidade de ensino deve seguir o currículo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Contudo na prática observamos uma acentuada aceleração dos currículos em toda a educação básica da EJA. Para isso encontramos duas justificativas: a primeira seria pela tradição, que pela via da suplencia nos remete a aceleração de estudos, como se o aluno tivesse que repor algum tempo perdido; e a segunda  seria pelo fato do aluno da EJA possuir uma vasta experiência de vida, não necessitando dos mesmo conteúdos dos alunos regulares. Tais justificativas são falhas e não conseguem retratar por completo a problemática que envolve o currículo dessa modalidade de ensino. Nesse sentido, a EJA necessita de maiores discussões acerca dessa temática, para concretizar definitivamente a EJA como uma modalidade de ensino possuidora de características próprias, levando em consideração a real necessidade do aluno.

LDBEN:

A LDBEN estabeleceno artigo nº 4, inciso I: “ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria”.
E garante no artigo nº 5 o direito público subjetivo como parte integrante da EJA. Assim, a pessoa que não concluiu seus estudos, deve pleitear junto a autoridade competente a abertura de vagas, que deverá ser abertar imediatamente.

Objetivos do PEJA:

Contribuir com a formação inicial dos professores;
Desenvolver pesquisas de carater científico na EJA;
Promover discussões em nível acadêmico;

I Congresso do PEJA

Em comemoração aos 10 anos do Projeto de Extensão de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), a Unesp, campus de Marília, promove entre os dias 25 a 27 de outubro de 2010 o I Congresso de Educação de Jovens e Adultos do PEJA. Tal evento, possui como temática principal as políticas públicas fomentadas para essa modaldiade de ensino. Maiores informções consulte o endereço eletrônico: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=5893&CodigoOpcao=5902